Joao Reganassi

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InteRH–Atividade!!! – 5

Já estamos na quinta semana do projeto InteRH–Atividade!!!. uma nova forma de compartilhar conhecimento sobre Recursos Humanos que começa a gerar frutos.

O conceito é simples, contando com a participação de meus amigos, colegas e conexões das minhas redes de relacionamentos como Facebook, LinkedIn, Google+, Bebee e Instagram, eu escrevo um artigo sobre um determinado assunto. Os leitores poderão contribuir para enriquecer o tema, com experiências pessoais e/ou corporativas. Caso não queira comentar questões pessoais, poderá indicar temas para os próximos artigos. No decorrer da semana avaliarei as respostas e iniciarei o artigo da semana seguinte ou complementarei o tema da semana anterior com as contribuições recebidas. Claro que tomarei o cuidado necessário para não expor nenhum colaborador ou empresa. A menos é claro que a pessoa autorize a menção do nome ou empresa. Até porque, bons exemplos devem ser compartilhados e reconhecidos.

No final desta jornada, espero ter elaborado cerca de dez a quinze artigos com diferentes temas e poder ter colaborado, com o auxílio de profissionais especializados, com a evolução do tema Administração de Recursos Humanos. Lembrando sempre que os textos são curtos e voltados mais para eventos reais que teóricos. Mas isso não significa que contribuições teóricas serão desconsideradas.

Atendendo a pedidos, esta semana o assunto será Design Thinking em Recursos Humanos. Assim como já falamos de processos seletivos mais modernos, as inovações do uso de ferramentas eletrônicas nos processos de comunicação das empresas, temos que pensar em inovações nos processos de Recursos Humanos como um todo. Mais uma vez, a multidisciplinaridade entra como forma de trazer melhores e mais rápidos resultados para as organizações.

Antes de abordar o Design Thinking para RH, é preciso deixar bem claro aqui o que é esse conceito. Começar pela simples tradução literal do termo: pensando em design, já é possível captar que a estratégia de Design Thinking não se resume ao design de produtos, de ambientes ou de materiais publicitários. Trata-se de algo muito mais amplo, como um modelo mental que, por meio de um conjunto de métodos e de processos, tem a finalidade de analisar o conhecimento e de propor soluções, nos fazendo pensar "fora da caixa". E esse material que foi publicado no blog da 99jobs.com traduz o tema de forma bastante clara.

Mas como funciona? Este modelo exige um pensamento sistêmico, em que algo é visto a partir de toda a sua complexidade para entendê-lo por completo e para se aprofundar nos seus significados — esse processo é chamado de imersão. Tudo isso para que uma  equipe formada por profissionais de várias áreas realize dinâmicas em que a palavra de ordem é empatia. Em resumo, o Design Thinking propõe soluções inovadoras que oferecem o melhor possível para todos os envolvidos, facilitando as atividades por meio das ideias levantadas.
E por que Design Thinking para RH? A proposta deste modelo mental para RH é inovar os processos, os produtos e os serviços que o setor oferece, tanto para o público interno quanto para o externo, justamente por meio de insights gerados a partir de feedbacks dos clientes do setor de Recursos Humanos.

Portanto, aplicar o Design Thinking para RH é utilizar pensamentos inovadores para solucionar as demandas do setor, que, geralmente, são tratadas de forma linear, engessada e pouco criativa.

É propor planos de ações para a melhoria de engajamento, da comunicação interna, de turnover e de hora extra ou, até mesmo, para projetos mais específicos como a resolução dos gaps no pipeline de liderança e de sucessão, por exemplo.

Quais resultados podem ser esperados? O impacto nos clientes de RH, pelo que se tem notícias até agora, são satisfatórios em sua grande maioria. Uma pesquisa da Fundação Getúlio Vargas do ano de 2015 mostrou que mais de 70% dos gestores de Design Thinking para RH ao redor do mundo perceberam melhoria nas empresas.

Esses impactos são percebidos nas avaliações de clima interno, resultando em maior engajamento dos profissionais e uma melhor produtividade das equipes. Tais resultados refletem diretamente nas finanças da empresa.

Com o que é preciso tomar cuidado? É de extrema importância que a mentalidade do RH esteja desvinculada dos processos lineares que são geralmente adotados e que ela esteja aberta ao questionamento. Quando o Design Thinking para RH é aplicado, é importante ter a certeza de que podemos não ter certeza alguma. Por vezes, dizemos que conhecemos nosso cliente (interno ou externo) por, simplesmente, ter mantido contato ou realizado uma visita de campo. Mas, muito além disto, o processo de empatia demanda uma abertura genuína para entender o outro, seu contexto e suas necessidades.

Ao se aprofundar no estudo do Design Thinking, você perceberá a quantidade de ferramentas para auxiliá-lo nessa imersão criativa, como a criação de personas (representação física e psíquica dos clientes) e formas de coleta de informações por meio da análise de usuários extremos, análise de aplicações bem-sucedidas e de aplicações erradas.

Quais os principais pontos dessa metodologia?

Para finalizar, é preciso martelar em dois pontos. O primeiro é que, em Design Thinking, o protótipo funciona como um “piloto” que é aplicado nas empresas. Mas, enquanto um projeto piloto é tido como algo que precisa de poucos ajustes, o protótipo deve ser aplicado esperando errar. E, a partir desses erros, chega-se ao melhor resultado possível. Para reduzir os possíveis problemas gerados pelos erros, é interessante aplicar o protótipo de forma mais simplista, envolvendo um público menor e fora do planejamento estratégico da empresa ou do setor de RH.

Já o outro ponto é a importância da produção de ideias em equipes multidisciplinares. Essa metodologia já é percebida nas empresas mais criativas do mundo, que têm equipes com profissionais de diferentes áreas e diferentes gerações justamente para proporcionarem uma diversidade que deverá ser refletida no projeto final.

Não menos importante, há a necessidade de buscar profissionais qualificados para auxiliar na implementação de ferramentas como essa. A partir dessa capacitação sobre a metodologia do Design Thinking, uma empresa pode melhorar cada vez mais seus processos organizacionais.

Com o Design Thinking, a gestão de Recursos Humanos sai fortalecida e otimizada e tem resultados melhores. Isso traz mudanças positivas não apenas para a empresa, mas também para os colaboradores e mesmo para os clientes, que passam a experimentar maior qualidade naquilo que recebe.

Conte-me sua experiência sobre esse tema. Sua colaboração e apoio é de grande valor, para transformar o projeto InteRH–Atividade!!! em um grande sucesso.

Joao Reganassi

Coach Executivo e Sócio da JRH consultores associados

joao.reganassi@jrhconsultoresassociados.com

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