Joao Reganassi

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InteRH–Atividade!!! – 8. Procrastinação...

A marca InteRH–Atividade!!! continuará fazendo parte das atividades da JRH consultores associados no ano de 2019.

Mensalmente. Contando com a participação de meus amigos, colegas e conexões das minhas redes de relacionamentos como Facebook, LinkedIn, Bebee e Instagram, continuarei escrevendo um artigo sobre um determinado tema que interfere nos assuntos de Administração de Recursos Humanos e os leitores poderão contribuir para enriquecer o tema, com experiências pessoais e/ou corporativas. Caso não queira comentar questões pessoais, poderá indicar temas para os próximos artigos. Claro que sempre tomarei o cuidado necessário para não expor nenhum colaborador ou empresa. A menos é claro que a pessoa autorize a menção do nome ou empresa. Até porque, bons exemplos devem ser compartilhados e reconhecidos.

No final desta jornada, espero ter elaborado doze artigos com diferentes temas, com o auxílio de profissionais especializados. Lembrando sempre que os textos devem ser curtos e voltados mais para eventos reais que teóricos. Mas isso não significa que contribuições teóricas não serão desconsideradas. O intuito é trazer o tema para discussão e contar com a participação, colaboração e pontos de vistas de profissionais de diferentes áreas.

Nosso oitavo artigo, será sobre PROCRASTINACAO. Quero começar definindo esta palavra repleta de conteúdo. Procrastinação é o diferimento ou adiamento de uma ação. Para a pessoa que está a procrastinar, isso resulta em stress, sensação de culpa, perda de produtividade e vergonha em relação aos outros, por não cumprir com as suas responsabilidades e compromissos. Embora a procrastinação seja considerada normal, torna-se um problema quando impede o funcionamento normal das ações. A procrastinação crônica pode ser um sinal de problemas psicológicos ou fisiológicos.

A palavra em si vem do latim procrastinatus: pro- (à frente) e crastinus (de amanhã). A primeira aparição conhecida do termo foi no livro Chronicle (The union of the two noble and illustre famelies of Lancestre and Yorke) de Edward Hall, publicado primeiramente antes de 1548.

Logo, um procrastinador é um indivíduo que evita tarefas ou uma tarefa em particular. E pela data que o livro de Edward Hall foi publicado, faz muito tempo que o assunto vem sendo colocado em pauta. O próprio ato de estares a visualizar esta página em vez de trabalhares, é em si uma procrastinação.

Existem dois tipos de procrastinadores:

1. O tipo relaxado

Os procrastinadores do tipo relaxado veem suas responsabilidades negativamente e fogem delas direcionando sua energia para outras tarefas. É comum, por exemplo, para uma criança procrastinadora do tipo relaxado, abandonar a sua lição de casa, mas não sua vida social. Esse tipo de procrastinação é uma forma de negação. O procrastinador evita situações que causariam desprazer, e, em vez delas, participa de situações mais prazerosas. Em termos Freudianos, esses procrastinadores se recusam a renunciar ao princípio do prazer, em vez de sacrificarem-se no princípio da realidade. Eles podem aparentar não estar preocupados com o trabalho e com prazos, mas isso é simplesmente uma forma de evasão.

2. O tipo tenso-nervoso

O procrastinador tipo tenso-nervoso normalmente sente-se dominado por pressão, irreal quando se trata de tempo, incerto sobre seus objetivos e muitos outros sentimentos negativos. Sentindo que lhes falta a habilidade ou foco para completar seus trabalhos, eles dizem a si mesmos que precisam "desestressar" e relaxar, e que é melhor "ir com calma à tarde para começar de novo na manhã seguinte", por exemplo. O "relaxamento" do procrastinador desse tipo é geralmente temporário e inefetivo, e leva a até mais stress conforme o tempo vai se esgotando, prazos se aproximam e a pessoa se sente cada vez mais culpada e apreensiva. Esse comportamento vira um ciclo de fracasso e atraso, enquanto os planos e objetivos são deixados de lado e anotados "para amanhã" ou para a próxima semana repetidamente. Isto também traz um efeito debilitante em sua vida pessoal e suas relações. Como os procrastinadores desse tipo são incertos em relação a seus objetivos, eles muitas vezes se sentem desconfortáveis com pessoas confiantes e objetivas, o que pode causar depressão. Procrastinadores tensos-nervosos geralmente recolhem-se da vida social, evitando contato até mesmo com amigos próximos.

Este artigo era para ter sido publicado no mês de agosto. Propositalmente estou publicando em setembro. Durante este tempo, pude entender que todos temos um pouco de cada tipo de procrastinador e seguimos procrastinando um pouco a cada dia.

Trago o tema a discussão, pois em um mundo tomado pela tecnologia, perder o controle do que deixamos de fazer a cada minuto, é muito fácil. Instagram, Facebook, LinkedIn, Snapchat e todas essas distrações diárias, além de nos tirarmos do foco, ainda nos fazem procrastinar, mesmo sem consciência.

E você, sabe o quanto procrastina? Compartilhe sua estória de procrastinação que tenha lhe causado algum transtorno pessoal ou profissional.

Conto com a sua colaboração para transformar o projeto InteRH–Atividade!!! em um grande sucesso. Envie sua estória.

Joao Reganassi

Coach Executivo e Sócio da JRH consultores associados

joao.reganassi@jrhconsultoresassociados.com

jrhca.blogspot.com

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