Diomarcos Prado

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O conhecimento compartilhado nas redes sociais: a distância entre o discurso e a realidade prática


Se observarmos com atenção encontram-se disponíveis nas redes sociais certamente alguns milhares de artigos e matérias sobre as melhores práticas para atuação profissional e desenvolvimento no ambiente corporativo. Este textos, a maioria muito interessantes e escritos por profissionais que realmente trazem ideias construtivas, são marcados e compartilhados por milhões, numa onda que faz inveja ao mais vigoroso dos tsunamis.

Neste contexto e, partindo de uma análise lógica e prática, deveríamos ter então uma legião de profissionais cada vez mais qualificados, onde tais conhecimentos adquiridos estariam sendo amplamente aplicados, construindo uma realidade muito positiva e promissora, uma verdadeira revolução dentro das organizações, melhorando de forma significativa as relações entre os profissionais no ambiente de trabalho.

Em meio à infinidade de temas abordados por estas publicações realizadas nas redes, vamos dar um zoom sobre um tema que é frequente e sempre desperta a atenção sejam os leitores chefes ou subordinados: gestão e liderança.

A quantidade de textos publicados e compartilhados sobre o tema formam uma verdadeira biblioteca virtual de boas práticas. No entanto pesquisas apontam que o maior motivo de pedido de demissão de bons profissionais ocorre ainda por motivos de relacionamento com o gestor, reforçando o discurso do senso comum de que "a pessoa não pede demissão da empresa, mas sim do seu chefe".

Se o conhecimento está ao nosso alcance e tem sido amplamente difundido pelas redes sociais, por que, na prática, ainda existe este abismo? Por que há gestores que tem suas redes sociais repletas de material sobre gestão, e no entanto não exercem sobre seus funcionários um papel de liderança, mas de chefia?

Uma possível resposta poderia ser: as pessoas estão preocupadas com a construção da sua imagem. Não há dúvida de que as redes sociais constituem uma vitrine de personalidades, onde é possível se apresentar de acordo com o seu desejo e expectativas de ser percebido, notado, valorizado. Cientes e conscientes disto, muitos constroem um perfil profissional de forma estratégica, o que não está errado, diga-se de passagem, mas que pode não se sustentar quando há um distanciamento entre o discurso e a prática.

Quando um gestor compartilha um texto sobre melhores práticas de uma liderança democrática, mas na realidade assume uma posição autocrática no ambiente de trabalho, fica evidente esta discrepância. Neste momento, o perfil público do gestor ganha uma certa notoriedade positiva, mas que na verdade não corresponde à realidade.

Então, como trazer o perfil virtual para algo mais próximo da realidade? Não vejo melhor caminho do que a verdadeira assimilação dos conteúdos e aplicação dos mesmos. Houve um tempo, e estamos falando de menos de duas décadas atrás, onde ter acesso à informação de qualidade era algo restrito, limitado seja pelo formato, canais ou custos. Hoje o conhecimento está aí, à disposição de todos. Não podemos desperdiçar a grande oportunidade de utilizá-lo para construir algo realmente positivo para nós e para nossa sociedade. Vamos encurtar a distância entre o discurso e prática e aproveitar este grande universo de conteúdos que nos é oferecido pelas redes sociais.


Texto escrito por Diomarcos Prado e colaboração de Tifany Rodio - abril/2016


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