Diomarcos Prado

há 5 anos · 1 min. de leitura · visibility 0 ·

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Os riscos da corrida atual pela empregabilidade e não pela carreira


Em tempos de crise econômica e desemprego em alta a sobrevivência fala mais alto, isso é fato, mas considero que ainda sim neste contexto não devemos deixar de fazer uma reflexão sobre as nossas escolhas, principalmente se considerarmos que a crise um dia vai passar e as decisões tomadas em função dela poderão ainda nos afetar por muito mais tempo.

Tenho observado uma quantidade considerável de profissionais que estão buscando uma recolocação no mercado de trabalho e praticamente estão se apresentando para todo e qualquer processo seletivo. A diversidade é tamanha que vai além da compatibilidade entre a formação e os requisitos da vaga, é gente se propondo a mudar literalmente de vida e, muitas vezes aceitando salários bem abaixo da média de mercado para a função, enfim fazendo qualquer negócio para conseguir um emprego.

Alcançado o novo emprego dentro deste cenário "a qualquer custo" vejo com preocupação a perspectiva profissional futura que se apresenta para este trabalhador. Uma vez em que 10 entre 10 especialistas em carreira e mercado trabalho são enfáticos em dizer que o sucesso profissional depende principalmente da pessoa estar feliz e fazendo o que gosta. Assim, a crise estaria criando no meu ponto de vista uma geração de descontentes e desmotivados com efeitos colaterais sociais e econômicos expressivos, promovendo uma crise pós-crise que seria silenciosa repercutindo no dia a dia das organizações com aumento das insatisfações, conflitos de relações, ausências por faltas ou afastamentos e por fim demissões.

O mais adequado seria que no momento atual houvesse mais a busca pelo trabalho, ou seja, pela atividade em si e sua compatibilidade com as expectativas profissionais e financeiras de cada candidato. Por outro lado, caberia também às empresas que não oferecessem salário de analista para vagas de gerente, ou que não contratassem estagiários/trainees para fazer atividades de analistas.

Entendo que há justificativas aceitáveis de ambos os lados, pois como já disse a sobrevivência, seja do trabalhador ou da empresa, fala mais alto agora, contudo ainda sim considero importante que façamos esta reflexão e que possamos tomar decisões que nos ajudem a sair da crise mas sem cair em outra.

A corrida é necessária, mas ela não precisa ser de obstáculos, podemos torna-la uma prova de revezamento onde cada um (trabalhador e empregador) faz um  grande esforço para que o resultado final seja um ganho para todos.


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