ESCADAS DA MORTE

Esse foi um tipo de tortura utilizado pelos seres humanos para torturar seus semelhantes, a princípio psicologicamente e depois de humilhar, matar. É mais uma das trágicas páginas da história que foram escritas com sangue, molhadas no sangue de inocentes, pessoas que nada haviam feito para receberem tamanha punição, mas mesmo assim, pela arrogância, intolerância e sede de sangue do ser humano, eles padecem nesse tipo cruel de tortura.
A princípio essas escadas fizeram parte da cultura de tribos antigas, sendo os mais conhecidos sacrifícios humanos dos Astecas. “Os Astecas acreditavam que sacrifícios eram necessários para que o Sol continuasse a se mover. Milhares de pessoas eram sacrificadas todos os anos. Os Astecas tinham um imenso tipo de pirâmide, com degraus que os levavam ao topo, onde havia uma pedra de sacrifícios.” (Fenrir, 2017 p.1)

Porém essas escadas da morte dos povos pré-colombianos eram parte de sua tradição, faziam uma complexa composição com suas crenças, acreditando que precisavam sacrificar seres humanos para aplacar a ira de seus exigentes deuses. Mesmo sendo terríveis para a sociedade atual esses sacrifícios não eram para satisfazer algum desejo secreto, poder ou força. Tudo era planejado com as demais pessoas, muitas delas criadas para isso e não era considerado humilhação para ninguém, muitos acreditavam que era uma honra servir aos deus com o sacrifício de sua vida.
Já nossa civilização que condena tais atos, repudia sem entender a cultura antiga, mostrou o outro lado da moeda. A civilização moderna foi a primeira que utilizou esse tipo de prática para causar a dor, medo, vergonha, humilhação e desespero em seus semelhantes. Não eram sacrifícios humanos para o benefício de todos, onde alguns morrem para que todos os outros sobrevivam, não. O horror para nossa civilização foi expandido, levado a outro patamar, matando, torturando, humilhando, somente para satisfazer o ego e a loucura de poucos.

Na Alemanha nazista “O campo de concentração Mauthausen-Gusen, foi o centro de um dos maiores complexos de campos de trabalho escravo na parte da Europa controlada pela Alemanha, que foram construídos ao redor das vilas de Mauthausen e Sankt Georgen an der Gusen, no estado de Alta Áustria, localizado numa colina ao longo do rio Danúbio, a cerca de 20 quilômetros a leste da cidade de Linz, na Áustria.” (Magnum Mundi, 2017 p.1)
Mas não era muito grande a princípio, pois “Inicialmente consistindo apenas de um pequeno campo,” Mas isso estava para mudar rapidamente e “o complexo foi se expandindo ao longo do tempo e no verão de 1940, Mauthausen tinha se tornado um dos maiores campos de trabalho nazista, com quatro principais sub-campos em Mauthausen e nas proximidades de Gusen, e quase outros 100 sub-campos localizados por toda a Áustria e sul da Alemanha, durante a Segunda Guerra Mundial.” (Magnum Mundi, 2017 p.1)
Porém de todos os campos de trabalho o de Mauthausen se destaca, pois “Entre estes, Mauthausen tinha as mais severas e brutais condições de detenção. Foi classificado como “Grau III” (Stufe III), onde os mais “incorrigíveis inimigos políticos do Terceiro Reich” foram enviados para serem exterminados, muitas vezes através da exaustão, por extremo trabalho forçado.” (Magnum Mundi, 2017 p.1)

O maior medo dos nazistas não eram os bandidos comuns, mas as pessoas que tinha opinião própria, as pessoas que pensavam. Esse campo “Foi um dos primeiros complexos de campos de concentração da Alemanha nazista e o último a ser liberado pelos Aliados ao fim da guerra. A SS chamava Mauthausen de Knochenmühle, ou “moedor de ossos”. (Magnum Mundi, 2017 p.1)

A raiva era tão grande contra os intelectuais da Alemanha na época nazista, que esse campo foi utilizado inteiramente para exterminar essa elite do pensamento alemão e “O campo estava localizado nas encostas de uma pedreira de granito chamada Wiener Graben. O local foi escolhido devido à proximidade da pedreira para a cidade de Linz, uma cidade que Hitler planejou reconstruir com edifícios grandiosos, projetados pelo arquiteto alemão Albert Speer.” (Magnum Mundi, 2017 p.1)
“Vivendo” no campo de extermínio, enfadonhamente “Várias vezes ao longo do dia, os prisioneiros eram forçados a carregar blocos de pedra, pesando até 50 quilos, subindo as 186 escadas da chamada “Escada da Morte” e depois ainda caminhar por uma trilha de quase um quilômetro.” Porém devido ao cansaço, maus-tratos e falta de comida, “Muitas vezes, os prisioneiros exaustos caíam por cima dos outros, derrubando sua carga sobre os que o seguiam abaixo, criando um terrível efeito dominó, com os prisioneiros caindo um atrás do outro.” Quando isso acontecia, principalmente se a pessoa que não aguentou a subida estivesse próximo ao topo das escadas, “As pesadas pedras acabavam esmagando membros e ossos dos prisioneiros, selando seu destino. Um divertimento dos guardas da SS era que quando um prisioneiro chegasse ao final das escadas, era empurrado escada abaixo, e assim iniciando o efeito dominó. As pessoas morriam nessas escadas todos os dias.” (Magnum Mundi, 2017 p.1)
Enquanto os nazistas se divertiam com a crueldade infligida a esses intelectuais, eles morriam aos milhares nas escadas da morte nazista e eram amontoados para depois serem incinerados, terminando dessa forma brutal e cruel, sua passagem terrena. Apesar de serem feitas essas execuções longe do grande público, em locais secretos, não eram segredo para os nazistas, nem para sua alta cúpula, inclusive Adolfo Hitler.

O pior de tudo é que “Lá embaixo, outros prisioneiros tinham que limpar a bagunça e levar os corpos para o Krematorium, onde seriam incinerados. Alguns prisioneiros incapazes de suportar as torturas, saltavam deliberadamente do penhasco, sendo frequentes esse tipo de suicídio.” (Magnum Mundi, 2017 p.1) Os amigos que estavam no campo de concentração tinham que recolher os corpos de seus companheiros mortos, sabendo que logo os seus próprios corpos seriam carregados pelos seus amigos e assim sucessivamente a morte levaria a todos, um a um, era somente uma questão de tempo para que todos acabassem mortos.
Dessa forma cruel os nazistas calaram os intelectuais de sua época, ficando vivos poucos deles, a maioria dos sobreviventes foram os que conseguiram fugir da Alemanha e dos países que foram invadidos pelos nazistas, os que ficaram até o fim da guerra, foram muito poucos que sobreviveram. No cruel e sinistro campo de trabalho forçado dos nazistas Mauthausen foi exterminado mais de uma geração de intelectuais, privando o mundo de sua sabedoria e o que poderiam ter contribuído para a evolução da raça humana.
As escadas da morte continuam sendo páginas vergonhosas da história humana, testemunhas de sua passagem na terra. Alguns acreditavam que fazendo sacrifícios humanos poderiam aplacar a fúria de seus deuses e passar o resto de suas vidas em paz, quando isso não acontecia, matavam milhares de seres humanos para tentar aplacar a fúria de seus deuses. Porém nessa cultura o povo já tinham os seus mártires designados, muitos deles sendo educados desde criança para seu destino final.
Porém no caso nazista a vergonha é muito maior para a raça humana, pois não se trata de uma crença, nem uma cultura, muito menos de uma tradição. As escadas da morte nazista somente tinham um propósito: matar quem ameaçava o seu poderio. Dessa forma perpetraram insanidades em nome de sua ideologia, mataram milhares de pessoas inocentes para satisfazerem seus insanos desejos de sangue humano. Hoje essas páginas são o testemunho vergonhoso da raça humana e que por sua vez são testemunhas de até onde a perversidade da mente humana pode chegar e o grau que maquinações maquiavélicas podem alcançar.
Meu blog:
http://guerreiro-das-sombras.webnode.com/
Para saber mais:
Mauthausen e as infames escadas da morte. Revista digital Magnusn Mundi 2017. Disponível em: http://www.magnusmundi.com/mauthausen-e-as-infames-escadas-da-morte/ Acesso em: 09/05/2017
FENRIR, Lucas. Os 5 sacrifícios humanos mais chocantes da história. Disponível em: http://www.ultracurioso.com.br/os-5-sacrificios-humanos-mais-chocantes-da-historia/ Acesso em: 09/05/2017
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