Neto Montana

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Da janela

Da janela

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Da janela vejo o brilhar do sol, e o acelerar das pessoas na rua, a correr por um dia, a desejar com alegria, a celebrar com empolgação o amor, esse amor que se é ganhado como um bilhete de loteria deixado por algum sortudo no chão, e que determinou sua hora, a hora de receber o 'amor'. Da janela o dia esplandece e o cheiro dos arbustos de lavanda espalham-se a aliviar o estresse que o badalado barulho da cidade transmite. Traz romance, traz compaixão e o brilho nos olhos de quem tá apaixonado pela vida. A empolgação leva vidas como serenata de deuses prontos a abençoar a plateia que vive, deixa viver e da janela que dá pra ver tudo passar.

A lua da meia noite tão brilhosa da janela, o cais e o reflexo das estrelas transbordam inspiração aos casais, aos idosos, aos boêmios, aos festeiros, que dançam, trabalham, cantam, se amam no silencio da bela e majestosa noite. Vivas pulsam, remetem glamour, acendem a eufórica lanterna sob risos e lamentações que da janela dá pra ver tudo passar.

A janela o lugar das escrituras, do comprimento, da observação e de inspiração, dos cenários de romance, das táticas mais vorazes e do flertar das princesas, da janela se observa as guerras civis, o galo da manhã e o estridular dos gafanhotos da noite, a sinuosidade da beleza, e as ruínas da decadência, o toque de recolher, a pressa da cidade, e a calma do manso, a brincadeira das crianças, as fofocas e as intimidades alheias, observa-se o mundo, os mais diversos personagens, os vexames, os socorros, as beatas, passam todos pela janela, dela vê-se tudo passar.

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